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Ação do Hormônio do Crescimento (GH) no Sistema Nervoso Central

O Hormônio do Crescimento (GH) é uma pequena proteína, seu papel é controlar o crescimento dos ossos, músculos e órgãos. Também controla diversas vias metabólicas e a distribuição de gordura e massa muscular, o processo de regeneração dos tecidos e qualidade óssea, age diretamente no cérebro. É produzido na glândula pituitária do cérebro e liberado na corrente sangüínea.

Hormônio do crescimento (GH) é usado na medicina para tratar distúrbios de crescimento infantil e deficiência de  Hormônio de Crescimento (GH) no adulto. Nos últimos anos cresce a evidência do uso de Hormônio do Crescimento (GH)  em pacientes idosos para amenizar os sinais e sintomas do envelhecimento (Medicina Anti-aging)(1).

Normalmente, a taxa de Hormônio do Crescimento (GH) são elevados durante a infância e atinge seu máximo durante a adolescência, quando há o surto de crescimento. Então, a concentração diminui gradualmente nos adultos. Em uma pessoa de meia-idade, as taxas são muito menores em comparação com uma pessoa jovem. Entretanto, mesmo estes  níveis baixos do Hormônio de Crescimento (GH) são importantes na idade adulta.

Estudos mostraram que o Hormônio do Crescimento (GH) continua a ser produzido por toda a vida, mas a sua liberação vai sendo reduzida com o envelhecimento (Somatopausa).

Sintomas da Deficiência do Hormônio do Crescimento (GH) no Adulto:

? Aumento da gordura corporal: principalmente no tamanho, resultando em aumento de peso. Muitas vezes a quantidade de água disponível no corpo diminui e a pele parece relativamente seca(1).
? Fadiga: tarefas simples, como limpar a casa, um passeio de bicicleta ou à pé, é um grande esforço, fica rapidamente esgotado. Pacientes com deficiência também pode ter a sensação de precisar de mais sono do que antes(3).
? Diminuição da massa muscular e densidade óssea: geralmente tem diminuição dos músculos comparado com outros da mesma idade. Densidade óssea tende a diminuir e o risco de fratura aumenta (aumeto da osteopenia e osteoporose). 
? Modificação do perfil lipídico: na maioria dos casos o colesterol é alto. Isto pode causar complicações cardiovasculares a longo prazo como enfarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) (4).
? Redução da qualidade de vida: pode afetar a qualidade de vida (capacidade de suportar as dificuldades, silhueta, aparência, confiança, capacidade de ser sexualmente excitado, o poder de concentração, resistência física, empreendedorismo/dinâmico e auto-controle, capacidade de suportar a agitação.) (5) (6).

Outra ação importante do Hormônio do Cresciemto (GH) na reposição hormonal está ligado a pacientes com quadro de depressão. Um estudo feito em 2004, na Universidade de Medicina da Lituania, selecionou 18 pacientes adultos com diminuição de Hormônio do Crescimento (GH) e depressão. Foi administrado doses de 12 UI (unidade de insulina) por semana em um projeto aberto. Após 6 meses de terapia de reposição hormonal houve melhora significativa do funcionamento psicológico classificado na escala de humor (Profile of Mood) e um testes de desempenho cognitivo. Mudanças na escala de qualidade de vida foram trivial.  Houve também, melhoria no vigor físico (subescala de Mood Estado Vigor Activity) correlacionado com o aumento da concentração de IGF-1 e o aumento da massa corporal de água e melhoria na ansiedade e depressão na escala de depressão (Hamilton) ligada com a diminuição da concentração de cortisol.

O estudo mostrou que a reposição hormonal de Hormônio do Crescimento (GH) melhora o humor e a cognição em adultos com baixa desse hormônio. Esta melhoria está relacionada a mudanças na massa corporal de água bem como alterações endócrinas e neurológicas(7).

Pacientes com depressão e Transtorno do Pânico tem respostas anormais ao receptor alfa 2-adrenérgico clonidina, o que leva ao quadro de ansiedade. Para se explorar a ligação entre a ansiedade e a clonidina um estudo feito em 1991, na Universidade de Psiquiatria de Michigan, nos Estados Unidos, selecionou 11 pacientes com Distúrbio de Ansiedade Generalizada e 14 indivíduos saudáveis e tratou com Hormônio do Crescimento (GH). Os pacientes com anormalidades no receptor da clonidina passaram a níveis normais. O estudo mostrou o efeito positivo do tratamento de Hormônio do Crescimento (GH) no controle clínico da ansiedade(8).

O Hormônio do Crescimento (GH) também tem uma grande importância no controle da dor da Fibromialgia, foi o que mostrou um estudo realizado em 1995, na Suécia, em pacientes com Síndrome Fibromialgica, onde foi comparado um grupo tratado com Hormônio do Crescimento (GH) e outro grupo com placebo. Percebeu-se também melhora no processo depressivo e cansaço causado pela dor (9). O gráfico abaixo mostra respostas dos pacientes em uso do Hormônio do Crescimento em comparação ao uso de placebo durante 12 meses de tratamento na melhora da Fibromialgia.

O sono é um importante aliado na produção do Hormônio do Crescimento (GH). Durante a terceira fase do sono (REM) ocorre maior produção do hormônio. Um estudo feito durante 6 meses, em 2008, com 8 pacientes com idade entre 20 a 30 anos, acompanhado por polissonografia antes e depois do tratamento com Hormônio do Crescimento (GH) mostrou que houve um aumento do sono REM (3a fase do sono). Todos os paciente relataram melhora do bem-estar e não quiseram parar o tratamento(10). A figura abaixo mostra a importância da produção do Hormônio do Crescimento (GH) durante o sono REM, sua ação nos ossos e músculos.

O déficit cognitivo do processo de envelhecimento se torna mais acentuado devido a diminuição gradativa do Hormônio do Crescimento (GH). Existe uma grande ligação entre perda do estímulo da memória e diminuição do Hormônio do Crescimento (GH). Foi o que demonstrou um estudo feito em 1999, que analisou 31 homens com distúrbios múltiplos hipofisários (entre ele do Hormônio do Crescimento – GH) e 17 homens com deficiência de Hormônio do Crescimento (GH) isolado. As avaliações incluíram queixas somáticas e psicológicas, depressão, fadiga, vigor, estado de tensão, o traço de ansiedade, memória icónica (visual), memória de curto prazo e longo prazo e habilidade perceptivo-motor, comparado com o grupo de controle de 41 homens saudáveis. Concluiu-se nesse estudo que tanto o grupo com deficiências multiplas do hipofisários como também aqueles com deficiência de Hormônio do Crescimento (GH) isolado apresentavam perda cognitiva(11).

Outro risco que pode acometer quem tem baixa do Hormônio do Crescimento (GH) é a arterioesclerose. Analisado em estudo, um grupo com 34 pacientes com deficiência do Hormônio do Crescimento (GH) com 39 do grupo de controle (pacientes saudáveis), observada em pacientes de meia-idade e idosos, pode-se perceber o aumento das placas de ateroma nos pacientes que apresentavam baixa do Hormônio do Crescimento (GH)(12).

Alterações do Sitema Nervoso Central podem estar relacionado a diminuição do Hormônio do Crescimento (GH) e sua reposição deve ser realizada em doses fisiológicas com hormônio bioidêntico.

Para maiores informações sobre tratamento hormonal entre em contato com a equipe da Clínica Higashi pelos telefones: (21) 3439-8999 – Rio de Janeiro – RJ e (43) 3323-8744 – Londrina – PR.

 

Leitura Complementar:

1. Imre ZS. Nagy. Is consensus in anti-aging medical intervention an elusive expectation or a realistic goal? University of Debrecen, Hungary. Archives of Gerontology and Geriatrics. 2007.

2. Mukherjee A., Murray RD., Shalet SM., Impact of growth hormone status on body composition and the skeleton, Horm Res. 2004;62 Suppl 3:35-41.

3. Copinschi G., et al. , Sleep disturbances, daytime sleepiness, and quality of life in adults with growth hormone deficiency, J Clin Endocrinol Metab. 2010 May;95(5):2195-202. Epub 2010 Mar 23.

4. N Vahl, et al. The favourable effects of growth hormone (GH) substitution on hypercholesterolaemia in GH-deficient adults are not associated with concomitant reductions in adiposity. A 12 month placebo-controlled study, June 1998, Volume 22, Number 6, Pages 529-536.

5. Thomas JD., Monson JP., Adult deficiency throughout lifetime, Eur J Endocrinol. 2009 Nov;161 Suppl 1:S97-S106. Epub 2009 Aug 14.

6.  Rosilio M., et al. Le questionnaire de qualité de vie QLS-H© : validation de la version française chez les patients avec déficit en hormone de croissance et acquisition des valeurs de référence dans la population générale. Ann. Endocrinol. 2004 ; 439-450.

7. Abelson JL, Glitz D, Cameron OG, Lee MA, Bronzo M, Curtis GC. Blunted growth hormone response to clonidine in patients with generalized anxiety disorder. Arch Gen Psychiatry. 1991 Feb;48(2):157-62. PubMed PMID: 1989571.

8. Lina lašaite, Robertas Bunevicius, Danute Lašiene, Liudvikas Lašas. Psychological Functioning After Growth Hormone Therapy in Adult Growth Hormone Deficient Patients: endocrine and body composition correlates. Medicina (kaunas) 2004;

9. Santiago Parpal, Johanna Gustavsson, and Peter Strhlfors. Isolation of Phosphooligosaccharide/Phosphoinositol Glycan from Caveolae and Cytosol of Insulin-stimulated Cells. Department of Cell Biology, Faculty of Health Sciences, University of Linkping, S-58185 Linkping, Sweden - The Journal of Cell Biology, Volume 131, 1995

10. Christina åströ, sosren anker pedersen, jörgen lindholm. The influence of growth hormone on sleep in adults with growth hormone deficiency. 2008.

11. J.B. Deijen, H. de Boer, G.J. Blok, E.A. van der Veen. Cognitive impairments and mood disturbances in growth hormone deficient men Psychoneuroendocrinology, Volume 21, Issue 3, April 1996, Pages 313-322

12. V. Markussis, S.A. Beshyah, D.G. Johnston, C. Fisher, A.N. Nicolaides, P. Sharp. Detection of premature atherosclerosis by high-resolution ultrasonography in symptom-free hypopituitary adults The Lancet, Volume 340, Issue 8829, 14 November 1992, Pages 1188-1192

 

Produzido por:Educação e Pesquisa da Clínica Higashi – Rio de Janeiro e Londrina

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